terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Nova York 2014: O Retorno

O roteiro-relato que fiz da nossa primeira viagem a NY foi tão elogiado que resolvi postar o roteiro da segunda viagem que fizemos a nossa cidade preferida. Dessa vez fomos no final de maio de 2014 pra fugir um pouco do frio. Essa época do ano esperávamos pegar o final da primavera e o tempo começando a esquentar, mas na realidade, pegamos um calor muito grande praticamente todos os dias. Essa é uma época que também chove bastante o que pode prejudicar alguns passeios. No geral achei melhor o astral da cidade nessa época. O sol faz bem aos novaiorquinos e consequentemente aos turistas que lá estão.


Como toda segunda viagem, fizemos menos lerês (programas considerados "turistais"), mas ainda sim, não tem como fugir de alguns. Aproveitamos também para visitar alguns locais que ficaram de fora da última vez, novidades (que sempre iremos encontrar em NY) e restaurantes. Muitos restaurantes.

Bora nessa:


Dia 1: Chegada, Acomodação e "Passeio de Leve"

Dessa vez chegamos em JFK, o aeroporto mais movimentado de NY. Fica um pouco mais longe do que o La Guardia, mas mesmo assim optamos pelo táxi para ir pro hotel. A corrida é meio que tabelada e vale a pena pagar pelo conforto e rapidez. Fomos direto ao Wyndham New Yorker, nosso hotel que ficava na 481 Eighth Ave. O hotel não é lá uma maravilha mas também não é ruim. Fica bem perto do Madison Square Garden e do furdunço da Time Square. Bom pra quem vai a NY pela primeira vez. Das próximas, voltaremos a ficar mais pra cima, onde o tumulto é menor.

Nosso check-in ainda não estava aberto então deixamos as malas no hotel e fomos dar uma caminhada pelas redondezas. Demos algumas voltas pelos quarteirões vizinhos e voltamos ao hotel pra tentar novamente fazer o check-in. Dessa vez fomos liberados. Após largar as malas no hotel e tomar um banho rápido, subimos para a primeira experiência gastronômica da viagem. O restaurante 2 estrelas Michelin, Marea. Fica na avenida bem ao sul do Central Park. Almoçamos maravilhosamente bem a um valor bem em conta levando-se em consideração o nível do restaurante. O segredo é ir no almoço. Comi um fusili com polvo e tutano. Combinação estranha porém excepcional. Recomendo 100%.

Após o almoço, aproveitamos para andar pela 5th Avenue e fazer umas comprinhas básicas.

Nesse dia jantamos no Shake Shack, uma hamburgueria super famosa que faz fila na porta. A fila faz jus ao nível do hambúrguer. Perfeito. O inconveniente é realmente a quantidade de gente e os poucos lugares para sentar. Hoje acho que são 5 espalhadas por NY. Vale muito a pena.

Dia 2: High Line Park, Chelsea e Meatpacking Districk

Aproveitamos a proximidade do hotel The Standard ao High Line Park, que era passeio da manhã, para tomarmos café no The Standard Grill, um dos restaurantes desse hotel que é fantástico. O café da manhã estava perfeito. Ovos benedict, waffles, frutas, panquecas... tudo muito bom. O lugar é super chinfra e bacanudo. Voltaria muitas vezes para conhecer os outros ambientes. Dizem que o rooftop é massa para um drink no final do dia.

Finalizamos o café e subimos ao High Line Park que é um parque tipo assim como se pegássemos o Metrorec e plantássemos uns coqueiros ali na estação Timbi. Feito sob uma antiga linha de trem, o parque é super agradável. Caminhamos por toda a extensão do parque. Muito legal o passeio. Descemos e fomos passear pelas ruas do Chelsea e Meatpacking District até chegar ao Chelsea Market, o mercado público hipster com várias opções de restaurantes. Almoçamos no Los Tacos No 1 que, como o nome já diz, serve a famosa iguaria mexicana. Uma enorme fila aponta onde ele fica. É realmente muito bom. Pra quem gosta de refrigerante, eles servem uns bem exóticos por lá. No Chelsea ainda tem várias opções de frutos do mar e a famosa lagosta no aquário, feita na hora.

Após o almoço fomos caminhando até Union Square que é um parque bem legal por ali. Fizemos hora pra jantarmos na Pizzaria Otto, uma das casas do Mário Battali, um dos donos do Eataly. A pizza com trufas e um ovo por cima estava muito boa.

Dia 3: Central Park e SoHo

Dia de muito sol pede um passeio pelo Parque de Santana novaiorquino. Aproveitamos pra descer do metrô algumas ruas acima do parque para caminhar por toda a parte norte que ainda não conhecíamos. A parte norte é muito linda, assim como todo o parque. No meio da caminhada achamos um lago onde as pessoas brincam com veleiros de controle remoto e tem um bar ao lado. Parada para um chopp e um descanso ao som de uma dupla de violinistas.

O almoço esse dia foi no Carbone. Comi um Veal Parm, que é um parmegiana de vitelo, simplesmente fantástico. É bem grande e dá pra dividir sem bronca. Eu não dividi porque não queria que o garçom achasse que a gente era liso. Mas fiquei super cheio.

Para digerir o famigerado, caminhamos pelo SoHo até a sorveteria Grom, considerada uma das melhores do mundo. Ela fica na Rua Bleecker, uma rua com muitos restaurantes, lojinhas, etc. O sorvete é realmente top de linha.

Fomos caminhando até o Washington Square Park. O calor estava muito grande e o pessoal estava na grama tomando sol. Topless era bóia. Até na fonte uma turma muito doida entrou pra tomar banho. Caminhamos até a Union Square e depois fomos a Marshals fazer algumas compras.

O jantar desse dia foi especial. Junto com os amigos Gustavo Foz e Patrícia Abdalla, fomos ao Morimoto, restaurante japonês onde comemos o melhor tuna tartare do universo e tomamos duas garrafas dos melhores sakês da casa. A casa é bem style e bem cara. Também, com duas garrafas de saquê... saí bebo e liso de lá.


Dia 4: Guggenheim e Upper East Side


O café da manhã nesse dia foi na Europain, perto do hotel. Bem normal. Não recomendo. Subimos até a 86th de metrô e atravessamos o Central Park até o Museu Guggenheim. O museu é lindo com uma arquitetura bem diferente, no entanto, as exposições que lá estavam não me empolgaram. O museu é bem pequeno e dá pra ser feito em 2h no máximo se você não ficar "contemplando" os quadros.

Passeamos pelo Upper East Side, local considerado dos mais chiques da cidade. Todos os novos ricos moram por ali. Muitas lojas de grife pelas ruas e ao longo da Madison Avenue. Fiz uma paradinha na loja de chocolates Godiva para um espetinho de frutas com a calda do mais cobiçado chocolate belga. Bombagarai!. Almoçamos um legítimo hot-dog americano na famosa Papaya King, uma das lanchonetes mais antigas da cidade. O cachorro quente é bem bom.

Descemos até a Time Square para jantarmos no Hard Rock Café, local que nunca deixamos de ir por conta dos nachos maravilhosos que sempre comemos por lá.

Dia 5: Museu 9/11

Tomamos café no La Pain Quotidien, padaria queridinha com coisas leves e orgânicas que já tem até filial em SP. A comida é muito boa e vale a pena a visita. O destino da manhã era o Museu 9/11. Construido sob as torres gêmeas o museu é simplesmente fantástico. Conta com detalhes a história dos atentados, das pessoas que morreram, etc. De arrepiar. Compramos o ingresso pela internet o que facilitou muito a entrada pois estava muito lotado.

Encontramos mais um vez o casal amigo Gustavo e Patrícia para o almoço no Balthazar. Tínhamos tomado café lá. na primeira vez que tivemos em NY. O café é fantástico e o almoço não deixa nada a desejar. Comi escargot e outras iguarias por lá. Estava divino tudo que comemos. E lotadíssimo como sempre. Vale muito ir e é bom reservar.

Após o almoço, fizemos umas compras na Century 21th e fomos jantar no hotel. Só o pito.

Dia 6: Financial District, Pier e Broadway

Fomos passear no Battery Park que fica bem ao sul da ilha. A vista do rio Hudson é bem legal e dá pra ver a Estátua da Liberdade de lá. Caminhamos até o distrito financeiro onde ficam a bolsa de NY e Wall Street. Descemos pela South Street até o pier que foi todo reformado e está muito legal. As reformas ainda não tinham sido finalizadas totalmente mas já dá pra aproveitar algumas coisas. Quando ficar pronto vai ser um local fantástico pra tomar uma bicada.

Fomos almoçar no Eataly (já falei dele no primeiro post). Sempre vale a pena voltar lá. O lugar é realmente o pipoco.

Subimos a 5th até o Rockefeller Center que, no verão, foi transformado em uma praça com vários bares e restaurantes ao ar livre. Estava muito agradável e paramos lá pra tomar um vinho branco gelado e refrescar o peritônio.

A noite fomos assistir a peça Rocky na Broadway. É baseada no filme homônimo. A peça é muito boa e o ator é 100 vezes melhor que o Stallone. Vale muito a pena.

O jantar foi na hamburgueria Five Napkin Burger. Comi um hamburger que estava divino.

Dia 7: Empire State e MoMa

Fomos pela manhã na BH Foto & Video, a maior loja de eletrônicos em linha reta do mundo, para eu comprar uma vitrola para os meus vinis. Deixamos a belíssima aquisição no hotel e fomos comer um Taco no Taco Bell, restaurante preferido de toda uma vida da minha digníssima esposa Fernanda. É meio maloqueiro, mas que é bom é...

Decidimos subir no Empire State já que não tinhamos feito isso na primeira viagem. A experiência é legal e a vista também, mas se for pra escolher entre ele e o Top of the Rock, fico com o segundo.

Caminhamos até o Bryant Park. Foi o parque mais bacana e alto astral que fomos na viagem. Muito lotado e com um restaurante e bar logo acima. Dá pra ficar por lá tomando uma por várias horas. Decidimos ir ao MoMa já que era uma sexta, o dia que o museu é de graça a partir das 16h. O Museu é fantástico. O melhor que achei de todos que fomos. Encontrei até André Balai por lá estudando a história do título de 1987 nos livros da biblioteca.

Almoçamos no Bice que atualmente mudou de nome e está sob outra adminstração. A comida estava ótima. Já era bem tarde e resolvemos tentar ir a um Rooftop chamado Heaven. Eu estava de bermuda e fui barrado. Voltamos pro hotel e ficamos com preguiça de sair.

Dia 8: Williamsburg e Dumbo

Voltamos ao Pier 11 para tomarmos o ferry para o Brooklyn. No caminho entre a estação de metrô e o Pier passamos por uns locais bem legais na South Street com vários containers com lojinhas e bares. Muito massa.

Atravessamos o Rio Hudson de Ferry e descemos em Williamsburg, local queridinho do Brooklyn onde estão todos os descolados, hipsters e maconheiros de NY. O destino era a feirinha gastronômica de Smogasburg. Um local ao ar livre onde são montadas barracas vendendo todo tipo de comida de rua. É fudeno. Comemos o famoso hamburguer de miojo que estava ultramega bom. A feira vale muuuuito a visita.

Fomos caminhando até a Bedford Street, a rua mais famosa do bairro com lojas, feirinhas, bares, restaurantes, etc. A programação era almoçar no Peter Luger mas ao chegar lá a fila de espera estava em mais de 2h. Tentamos ir no River Café mas já tinha fechado o almoço. Acabamos comendo um hot-dog meia bomba na rua mesmo.

No final da tarde fomos ao Prospect Park que fica mais a sul do Brooklyn encontrar o casal amigo Marcelo e Tati que moram por ali. Fizemos um passeio legal com eles e acabamos a noite (e a viagem) jantando no Piccolo, um restaurante super simpático e agradável nas redondezas.

Foi nosso último dia nessa maravilha que é NY. 

Fotos:

Veja as fotos da viagem

Mapa:

Segue o mapa com todos os pontos de interesse que marcamos.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Nova Iorque: Um guia gastro-etílico-cultural para principiantes


A viagem que deu origem a esse relato foi feita por mim e minha esposa em março de 2011. Foi minha primeira vez na cidade e ficamos por 13 dias. Foi amor a primeira vista. Abaixo, segue o roteiro-diário que compartilho com vocês. Dessa forma vocês estarão tendo acesso ao créme-de-la-créme de toda grande NY, inclusive a parte baiana dessa metópole.

Dica: A revista TimeOut tem o que esta rolando na cidade durante a semana. Para reservar mesas nos restauras, acessem o http://www.opentable.com

Vamos lá:

Dia 1: Reconhecendo o Terreno

Chegamos ao aeroporto de La Guardia depois de uma trip foda de cansativa pois tivemos que passar por São Paulo e Houston antes de chegar em NY. Voamos de Continental e achei o vôo meia-boca, além de ser uma empresa de americano mercenário que cobra 7 óolares por uma mísera lata de cerveja. De La Guardia pegamos um taxi logo na saída. Taxi comum mesmo. Tem uma fila logo que sai do terminal. La Guardia é relativamente perto e a corrida é tabelada. Algo em torno de 50 obamas com tips e pedágios inclusos.


Nosso hotel era o Salisbury na 57th entre a 6 e a 7 avenida. Recomendo muito o hotel. Quartos grandes e super bem localizado. Nova York é facil de localizar: as avenidas são verticais e numeradas da direita pra esquerda e as ruas são horizontais contando da Av. Houston pra cima (1,2,3…). Outra coisa: os números das casas tem um W ou um E antes indicando se a localização fica mais a East (mais a direita) ou a West (mais a esquerda) do Central Park.

Bem, chegamos no hotel, largamos as malas, tomamos um banho e fomos reconhecer a vizinhança. Andamos pela 57th até a 5a avenida e passeamos pelas lojas da Apple (que fica na 5a av. com a 58th), do lado tem a loja de criança Fao Schwarz (loja incrivel onde foi filmada a cena de piano "Quero Ser Grande"), fomos em algumas lojas da 5a. Passamos na lojinha da moda chamada Abercrombie (parece uma boate dentro: gente pra caralho, musica alta, escura), na Tiffany, loja de jóias linda, etc.

Estávamos com fome mas cansados para sair pra longe. Procurei nas minha anotações algum lugar perto do hotel pra comer e descobri que tinha uma burgueria chamada Burger Joint indicada como uma das melhores de NY. Era bem na frente do nosso Hotel na 57th. Fica dentro de um hotel chamado Le Meridien. É bem escondidinha, atrás de uma cortina. Só dá pra saber porque tem um neon de um hamburguer na parede. Achamos o lugar fuden. Bem pequeno e com as paredes todas riscadas. Só tem um tipo de hamburguer e você escolhe os acompanhamentos. Tem cerveja Samuel Adams gelada e barata. Muito bom.


Dia 2: Top of the Rock, Times Square e Arredores

Era o Dia de St. Patrick, uma das maiores paradas de rua de NY. Todos de verde igual aos Amantes de Glória. Tentamos ver a parada mas era gente demais. E achei um pouco sem graça também. Fomos ao Rockfeller Center que é um centro empresarial e de lojas. Lá tem o Top of The Rock, que você sobe (29 dólares pessoa) e tem uma vista linda de Manhatan. Subimos e achei que valeu a pena. Em baixo do Rockfeller Center tem a famosa pista de patinação. Pode alugar um patins e ficar lá se quiser. Em uma das esquinas do Rockefeller tem o Magnolia Bakery, lojinha de cupcakes bem famosa. Aparece direto em Sex and The City. Os cupcakes são uns bolos de bacia metidos a besta. Mas são deliciosos. Recomendo o Red Velvet. A lojinha é lotada e tem fila na porta.

Andamos muito pelas avenidas e ruas até a rua 33. Passamos por lojas como Macy's, GAP, Toys R's Us (loja de brinquedo muito do caralho), Mac, etc. Chegamos na Times Squares (passamos pela Radio City, lugar que sempre esta rolando algum show bacana). A Times Square é uma loucura. Gente, lojas, turistas, empresas, paineís. Doideira.

Paramos pra comer na Hard Rock Café, pois somos loucos por uns nachos que tem lá. É bem grande e delicioso além da loja ser style pra caralho. Tem expostas algumas roupas originais dos beatles. Não me lembro onde jantamos esse dia.

Dia 3: Central Park e Upper West Side

Aproveitamos o dia de sol e calor e fomos ao Central Park. É um parque assim tipo o Parque de Santana. Andamos muito pelo parque e fomos até um monumento que Yoko fez em homenagem a John Lennon. Passamos no prédio onde ele foi assassinado que fica bem ao lado do parque e fomos ao Upper West Side, parte bem residencial, de gente rica e onde fica o Café Boulud onde almoçamos. Comida do Chef Daniel Boulud, o mais pica de NY. Realmente a comida é sensacional e local bem menos caro e formal do que o restaurante Daniel, o carro chefe do cidadão.

Passeamos a pé mais um pouco pela região e fomos a time square novamente para ver o Rei Leão na Broadway. Compramos antecipado no site ticketmaster.com. Tem um quiosque na Times da TKTS que vende ingresso com desconto no dia, mas nao pode escolher lugar e vende só o que tiver sobrando. A peça é sensacional. 
Jantamos no Serafina perto do teatro. Comida estava razoável. Não recomendo.

Dia 4: Brooklyn (Dumbo)

Um amigo que mora no Brooklyn veio nos pegar para um passeio lá. Compramos o MetroCard de 7 dias. Vale a pena comprar. Ele nos levou pra comer em um frances bem pequeno e charmoso chamado Pates Traditions. Comida boa e barata, coisa rara em NY. Achei do caralho. Não sei o enredeço pois não estava prestando atenção porque o meu amigo estava nos guiando. Mas o google sabe.

Passeamos bastante pelo Brooklyn e fomos a um lugar do lado da Brooklyn Bridge que tem uma vista linda de Manhattan. Lá fica uma sorveteria famosa, tem sempre noivas tirando foto e do lado fica a famosa pizzaria Grimaldi que faz fila na porta. Foda. Tomamos um chocolate quente incrivel no Jacques Torres e jantamos no Ki Sushi também lá no Brooklyn. Valeu muito o passeio.

Dia 5: Passeio de Barco, West Village, Financial District

Fomos fazer o passeio de barco que dá a volta na ilha de Manhattan. O barco você pega no Pier 83 W. que fica na 42 st com Hudson River. Sai as 11am e a 13pm (se não me engano) mas é bom chegar as 10am pra garantir. Tomamos café em um local do lado do pier. O passeio dura 3 horas e é bem legal. Você vê a cidade de um angulo que não viria nunca. Passa por todas as pontes e bem perto da estátua da liberdade. Se pegar um bom guia até dá umas boas gargalhadas. Tem cerva no barco. Dá pra biritar legal.

Fomos almoçar no Spice Market, local no West Village muito legal. A decoração imita aquelas casas do oriente médio. Muito bonito mesmo. A comida é incrível. Muita comida do oriente médio, vietnã, índia, tailandia. Bebidas diferentes também. Comemos um monte de brebotos diferentes e uma sobremesa com uma fruta chinesa que parece um limão gigante. Recomendo demais.

Depois do almoço fomos a Lower Manhattan para conhecer onde as torres gemeas eram. Incrivel. Já estão construindo um memorial e alguns prédios lá, mas é incrível o tamanho de onde era aquele lugar. Deve ter sido foda a parada. Fomos em uma loja tipo outlet que fica bem ao lao chamada Century 21. É meio caos mas dá pra achar roupa e oculos bem barato. Passeamos pelo centro financeiro onde se ve o banco central a casa da moeda a capela de St Paul, wall street e o touro que simboliza a força da economia. Mais a frente tem o Battery Park, na beira do rio no finalzinho da ilha. Bem legal e com uma vista bonita da estátua. Não lembro se jantamos esse dia.


Dia 6: Woodbury Outlet

Alugamos um carro na Avis da 54th e fomos para o Woodbury Outlet que é um mega outlet que fica a 1h de Manhattan. Programa só vale pra quem tá muito a fim de fazer compras de roupas. Nevou esse dia. Compramos tudo que podíamos e o que não podíamos e chegamos de volta quase 8 da noite. O Outlet é enorme e tem lojas muito boas a preços super em conta.

Jantamos no Angelos que é uma pizzaria do lado do hotel pois estávamos exaustos e lisos.

Dia 7: SoHo e TriBeCa

Fomos tomar café no Balthazar que é um lugar bem famoso e muito bom. Comemos muito bem mesmo. O waffle com frutas vermelhas é incrivel e os ovos benedicts que fazem lá são de comer ajoelhados. Fuderoso. Total recomendado. Depois fomos passear pelo Soho, lugar bem bacana com lojinhas descoladas e cafés. Passeamos por TriBeCa e West Village também. Fica tudo pertinho um do lado do outro. Regiões muito legais.

Fomos almoçar no restaurante Barolo. Comida italiana impecável e vinhos deliciosos. Muito bom também. Descansamos um pouco no hotel e fomos jantar no DBGB's que é um bar do Daniel (lembra dele?). Lugar super estiloso e com comidinhas fuderosas. Tem uma carta de cervejas bem extensa. Mais uma vez, Daniel é o cara. Vale.

Dia 8: Metropolitan, Eataly e Madison Square Garden

Fomos ao Metropolitan. Museu lindo. Obras maravilhosas. Entrada é $20 mas pode pagar quanto quiser. Vimos muito Picaso, Rembrandt, Andy Warhol, Dali, Van Gogh, etc. Massa.
Fomos almoçar no Eataly que é um super-ultra-complexo-gastro-eno-italiano. Dá vontade de passar o dia inteiro lá. Fiquei umas 5 horas lá. Almocei, passeei, tomei café, comi doce, voltei pro lugar dos queijos, tomei vinho, comi lasanha… o cara realmente pira lá. Ficamos fazendo hora até as 7pm quando fomos ao Madison Square Garden para o jogo dos Knicks contra o Orlando Magic. Muito bom. Ingressos foram comprados também no Ticketmaster.

Dia 9: Compras e Comidinhas

Manhã de compras de Ana Clara, minha filha que nasceria em junho. Depois fomos ao Momofuku Noodle Bar. O Momofuku é a sensação japonesa de NY. O japinha David Chang é super celebridade já. Ele tem 3 Momofuku: o Noodle bar, que fomos; O Ssam e o Ko. Os dois primeiros dá pra ir sem reservar, o KO é um parto. Foda pra conseguir reserva pois só tem 12 mesas e o cara cozinha pra você no balcao. Bem caro. Os outros dois não são caros. Tem um sandubinha de porco que derrete na boca.

Fomos jantar no PJ Clarks que é um hamburguer bem famoso de NY e bem lotado. Muito bom também.

Dia 10: Museu de História Natural, Grand Central Station, Village

Mais uma manhã de museu. Dessa vez, fomos ao Museu de História Natural. Do caralho ver um esqueleto real de um tiranossauro rex. O museu é bem voltado para as crianças mas eu achei bem legal. Fernandinha, minha esposa, tinha que comer um Taco Bell ou morria, por isso fomos rodar atrás de um. Achamos e comemos as malditas "gorditas". Para minha surpresa, achei a comida muito boa, apesar de ser um fast food bem murrinha. Fomos comer os cupcakes do Magnolia Bakery de sobremesa.

Depois do almoço, pegamos um metro e fomos a Grand Central Station que é a estação de metro e trem central. Lindo o lugar. Aparece em muitos filmes. Tem uma praça da alimentação com um monte de lugares bacanas. Tomei um sorvete fudeno na Ciao Bella lá nessa praça. Saimos e fomos na biblioteca de NY que infelizmente estava fechada. O predio é lindo e deve ser do caralho lá dentro.

Voltamos ao Village para o imperdivel Jazz no Village Vanguard. Lugar ultratradicional de Jazz. Bem pequeno. Cheguei 6:30 e fui para um bar na frente pois só abre as 8pm. Chegamos 8pm em ponto compramos o nosso e sentamos na frente. 8:15 ja nao tinha mais lugar. Show muito do caralho.

Dia 11: Columbus Circle, Lincoln Center, Chelsea Market

Começamos o dia no Columbus Circle que é tipo uma pracinha do lado esquerdo do Central Park onde tem uma estatua de Colombo. Tem um shopping lá também mas não entramos. Fomos andando até o Lincoln Center, local onde tem a opera de NY, os balés e a escola de musica Julliard, a mais tradicional de NY. Sempre tem espetaculo de opera ou balé rolando mas não compramos.

Fomos almoçar no Chelsea Market, um mercado bem estiloso lá no Chelsea. Era uma antiga fábrica dos biscoitos Oreo. Do caralho o mercado. Muito lugar bacana pra comer e bem lotado.

Depois fomos passear em Chinatown e Little Italy. Achei meio sem graça mas acho que tem que ir pra ver como os Chinas realmente tomaram conta daquela parte da ilha. Impressionante. Jantamos no Basso 56. Na época, era o restaurante top 1 de NY segundo os internautas do TripAdvisor. Comemos muito bem um risoto de frutos de mar e um filé. 

Dia 12: Harlem

Fomos ao Harlem, lugar da comunidade negra de NY. Passamos pelo teatro Apolo onde os Jacksons começaram. Tentamos ir em uma igreja batista para ver um culto com aquele coral. Estava lotado e o caboclo da porta não nos deixou entrar. Essa igreja vale a pena se for um domingo pra ver o canto mas tem que chegar umas 9 da manha pra entrar. Parece que tem um culto na quarta a noite tb. Fomos conhecer a Igreja do Divino John, a maior dos EUA. Ainda no Harlem fomos ver a Universidade de Columbia que é linda.

Saimos do Harlem e fomos ao Katz Delli comer o famoso sanduiche de Pastrami. A parada é enorme e o lugar entupido de gente. Mas o sanduba é bom demais.

Dia 13: Epílogo

Último dia. Aproveitamos para mais um dia de comprinhas para Ana Clara. Fomos almoçar no tradicional Bubba Gump na Times Square. Tudo lá é relacionado ao filme Forrest Gump. Lugar interessante e a comida, apesar de ser um lugar ultra turistico, é bem boa. Fizemos uma horinha na times, compramos um ingresso para Mama Mia la no quiosque da TKTS e fomos ver a peça. Muito boa. Queriamos ter ido para Rain, um tributo aos Beatles, mas não estava rolando no dia. 

Quem quiser, e tiver paciência, pode dar uma olhada nas fotos dessa viagem.